Ausência de som, calmaria ou
outra qualquer definição que vos seja confortável. Gosto de chamar
carinhosamente de “Paz”. Sim, pois, nada melhor que alguns minutos de silêncio.
Minutos esses que confortam, respondem, explicam e clareiam. Deixam tudo como
está, ou mudam muitas coisas. Permitem-me imaginar cores, sentimentos, horizontes,
amores. Palavras são tão desnecessárias, não é mesmo? Gosto da maneira como a
ausência delas me faz refletir. Escrever. Só eu e meus pensamentos, meus desejos,
minhas certezas. Confesso que por vezes
esse amor pelo silêncio se transforma em medo, sim, pois ele revela o que o
barulho do dia-a-dia insiste em esconder: Um coração frágil, atordoado,
tristonho. Um coração que pede,
silenciosamente, para se encontrar e ser amado.
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